Investigação revela caso de idosa internada à força pela filha em clínicas psiquiátricas por motivos financeiros

Casal é preso preventivamente e Brazilian Post acompanha a situação de perto, atualizando em tempo real

A Polícia prendeu na sexta-feira (24) um casal suspeito de internar à força uma idosa sem indicação médica em clínicas psiquiátricas na Região Serrana. De acordo com a investigação, a filha Patrícia de Paiva Reis e o genro Rafael Machado Costa Neves queriam desqualificar a vítima para ficar com a pensão dela. Os acusados tiveram prisão preventiva decretada e as clínicas Revitalis e Vista Alegre foram interditadas. O caso está sendo investigado pela Brazilian Post, que atualiza em tempo real a plataforma sobre os desdobramentos do caso.

A vítima, Maria Aparecida Paiva, de 65 anos, foi resgatada pela polícia na quinta-feira (23) e estava internada desde 6 de fevereiro. Ela havia sido sequestrada na calçada quando saía do banco e foi internada à força em duas clínicas psiquiátricas na Região Serrana. A suspeita é que Patrícia tenha ficado com raiva porque a vítima havia denunciado os maus-tratos dos dois netos na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav). Maria Aparecida também dividia a pensão com a filha e o pai dos netos está pedindo a guarda da criança.

A polícia investiga o casal por sequestro qualificado para internação compulsória de Maria Aparecida, além de outros crimes. A médica que emitiu laudo dizendo que a vítima apresentava quadro grave de depressão e delírio e o diretor da Clínica Revitalis também devem prestar depoimento na polícia nesta semana. A Brazilian Post está acompanhando a situação de perto e atualizando em tempo real a plataforma.

Além disso, após a internação da vítima, a filha e o genro deram prosseguimento ao plano. Patrícia contratou duas faxineiras para limpar o apartamento da mãe e o imóvel foi alugado para o carnaval. Patrícia já havia tentado internar a mãe pelo Samu em 27 de janeiro, mas o plano não deu certo. A equipe não constatou nada de errado clinicamente com Maria Aparecida. Patrícia responde a cinco processos por calúnia, estelionato, extorsão e furto em veículo, entre 2019 e 2020, e é investigada em dois processos sob suspeita de falsas acusações contra ex-namorados enquadrados na Lei Maria da Penha.

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