
O presidente do Banco Central do Líbano, Riad Salameh, é acusado de desviar entre 300 e 500 milhões de dólares, grande parte dos quais foram transferidos para 12 bancos suíços, segundo o jornal suíço SonntagsZeitung. A conta pessoal de Salameh no HSBC em Genebra teria recebido 250 milhões de dólares, enquanto outros valores foram transferidos para bancos como UBS, Credit Suisse, Julius Baer, EFG e Pictet por meio de uma offshore registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, chamada Forry Associates. O jornal também informou que “quantias consideráveis” foram usadas para comprar imóveis em vários países europeus.
As acusações contra Salameh foram feitas por um juiz libanês poucos dias antes da publicação do jornal suíço. Ele é acusado, juntamente com seu irmão e uma ex-colaboradora, de “desvio de fundos públicos e lavagem de dinheiro”. Salameh, que preside o Banco Central do Líbano desde 1993, é suspeito de “enriquecimento ilícito” e de lavagem de dinheiro. No entanto, ele nega todas as acusações.
Em outubro de 2020, o Ministério Público Suíço iniciou um procedimento penal contra Salameh, mas ainda não divulgou um valor exato dos fundos congelados. A Autoridade de Supervisão do Mercado Financeiro Suíço também está investigando 12 bancos suíços.
Enquanto isso, o Líbano enfrenta uma das piores crises econômicas do mundo. De acordo com o Banco Mundial, a situação atual é comparável ao colapso de 1850. A desvalorização histórica da moeda local e o aumento vertiginoso dos preços têm empobrecido a população, em meio a uma grave escassez de produtos.